Como cuidar de idosos com doenças como Alzheimer ou surdez

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Como cuidar de idosos com doenças como Alzheimer ou surdez

À medida que o corpo envelhece, ele fica muito mais vulnerável a uma série de doenças. Por conta disso, pessoas de idade precisam de um cuidado redobrado, de modo que se mantenham seguras e confortáveis ao longo da velhice.

Dentre todos, os males degenerativos, como o Alzheimer, são os mais comuns. A doença, que afeta o cérebro e a capacidade de memória, tem cerca de 100 mil novos diagnósticos anuais em todo o Brasil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, estima que o número de casos aumente em 500% em toda a América Latina até o ano 2050.

Apesar de este mal ser uma grande preocupação, ele não é a única que merece atenção. Idosos também são um dos principais grupos de risco para problemas auditivos, como o zumbido no ouvido ou, até mesmo, a perda total ou parcial da audição.

Como a família normalmente se responsabiliza pelo cuidado com seus entes queridos nesta etapa da vida, cabe a ela se adaptar e aprender como cuidar deles da melhor maneira possível. Confira algumas dicas para isso a seguir:

Compreensão é tudo

Tanto no caso da surdez quanto do Alzheimer, os parentes próximos costumam ser os primeiros a notar que algo não vai bem. Portanto, o resultado da audiometria, ou o diagnóstico de um neurologista, só confirmam algo que todos já sabiam.

Contudo, é a partir da identificação do problema que começam as medidas para simplificar o cuidado e melhorar a qualidade de vida do idoso.

No caso do Alzheimer, podem ser usadas medicações e outros tratamentos para frear o avanço da doença, por mais que ela não tenha cura. Já o amplificador auditivo pode ser usado para fazer com que o idoso com problemas de audição ouça melhor.

Vale ressaltar que, pese aos avanços da medicina, lidar com o envelhecimento – e com as mudanças de estilo de vida trazidas por ele – é algo complexo.

Assim, o primeiro passo para um bom cuidado é ter paciência e compreensão, proporcionando todo o carinho que o idoso precisa na reta final da vida.

É importante ter os aparatos necessários

Independentemente do mal que acometa a pessoa de terceira idade, é quase certo que a família terá que investir em alguns aparatos e medidas especializados, tais como:

  • Cuidador de idosos;

  • Andador;

  • Cadeira de rodas;

  • Estojos de medicamentos.

Do mesmo modo, no caso de idosos com perda auditiva, a família deve auxiliá-lo a manter a manutenção do aparato usado sempre em dia.

Por exemplo: a pilha para aparelho auditivo 312 é pequena, e os idosos podem ter dificuldade para manipulá-la. Da mesma forma, é interessante ajudar com a desumidificação do objeto, fundamental para que a sua vida útil seja mais longa.

Considere uma casa de repouso

O envio de idosos para uma casa de repouso ainda é um tabu muito grande entre as famílias brasileiras. Boa parte das pessoas associa esta decisão a abandonar seus entes queridos, algo simplesmente inaceitável.

Entretanto, é preciso reconhecer que, em casos de pessoas de terceira idade severamente debilitadas, esta atitude é algo do interesse do próprio idoso.

Afinal, estes locais contam com uma estrutura preparada para recebê-los, bem como com uma equipe de saúde sempre de prontidão para atender eventuais emergências.

Vale ressaltar que alguns destes centros são especializados em certas doenças, como os asilos para idosos com Alzheimer.

Devido à equipe especialmente treinada para lidar com os sintomas do mal, eles devem ser sempre a primeira opção da família.

Manter-se ativo é fundamental

Grande parte das pessoas pensa que a velhice é sinônimo de perda de qualidade de vida. Contudo, não é bem assim: idosos que se mantêm física e mentalmente ativos tendem a viver mais, e com mais qualidade, que os inativos.

Por conta disso, cabe à família encorajar seus entes queridos a manter um estilo de vida que inclua exercícios físicos, bem como atividades culturais e sociais.

No caso de idosos com Alzheimer, eles devem fazer atividades específicas, indicadas por neurologistas, para desacelerar o andamento da doença.

A casa deve ser adaptada

Por último, mas não menos importante, é preciso pensar na possibilidade de acidentes domésticos. As particularidades do corpo dos idosos não apenas fazem com que eles sejam mais graves, como, também, tornam a recuperação mais lenta.

Para evitá-los, é fundamental que a casa seja adaptada, com o uso de corrimões, barras de apoio e outros objetos do tipo. Deste modo, as pessoas de idade podem realizar suas atividades de maneira independente por mais tempo.

 

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